Edição de Imagens e Vídeos: Game Master.
Revisões e Correções: Chris Galford Sensei.
Revisão e Análise das versões para videogame: Everton (Tom), Glauco e Murilo.
vejam as revisões completas em nosso tópico oficial no Orkut.
O jogador pode escolher uma das quatro tartarugas ninja: Leonardo, Michelangelo, Donatello e Raphael. Quem acompanhou os desenhos animados, sabe que estes nomes foram escolhidos, baseado em nomes dos mestres renascentistas. Dependendo da versão de arcade, é possível jogar com todas as quatro tartarugas ao mesmo tempo ( nesta versão, cada comando corresponde á uma tartaruga) já nas versões de dois jogadores, é possível escolher com qual tartaruga deseja jogar.
Da esquerda para direita e de cima para baixo podemos ver: Leonardo - o mais disciplinado e líder das tartarugas, Donatello- a mente brilhante por detrás de muitos inventos e acessórios, Michelangelo - brincalhão e maníaco por pizza e finalmente Raphael, um tanto teimoso e impaciente.
A versão Arcade é considerada um verdadeiro clássico entre os jogadores, e em uma época em que o gênero Beat'em Up era uma verdadeira febre. Parte do tema do desenho animado fazia parte também da abertura do jogo. A Konami procurou sintetizar todos os elementos presentes no desenho animado, portanto a aceitação do jogo foi imediata.
A HISTÓRIA:
A história do desenho animado das Tartarugas Ninja é uma mistura de elementos japoneses e de ficção cientifica (além de grandes doses de humor).No Japão haviam dois estudantes de artes marciais e ninja: Hamato Yoshi ( Também chamado de Yoshi Hamato e posteriormente de :Splinter) e Oroko Sake (Shredder ou Destruidor). Durante uma visita de seu Dekami (Mestre) Oroko Sake armou um esquema contra seu colega Hamato Yoshi, acusado de desrespeito e tentativa de assassinato ele foi expulso do Dojo e foi para os Estados Unidos. Sem amigos ou parentes Hamato Yoshi vivia nos esgotos e tinha ratos como companheiros. Certo dia um garoto deixou cair quatro pequenas tartarugas no esgoto, que foram encontradas por Yoshi, mas as pequenas tartarugas estavam cobertas por um mutagênio (posteriormente conhecido como OOZE).
Este mutagênio conferia uma troca de materiais genéticos de um ser vivo para outro de modo que, quando as tartarugas tiveram contato com o DNA de Yoshi, o seu DNA foi reescrito e elas então mutaram para tartarugas semi-humanas e Yoshi como teve muito contato com os ratos, mutou para a forma de roedor humano tornando-se Splinter.
Splinter então treinou as tartarugas nos caminhos e disciplinas das artes marciais e ninja, e adotou eles como seus filhos.
Enquanto isso Oroko Sake havia revelado suas verdadeiras intenções após a saída de Yoshi do Dojo. Ele então formou o Foot Clan (Clan do Pé) cuja filosofia era esmagar quem quisesse se opor á seus planos, os Foot Soldiers são guerreiros com habilidades ninja e posteriormente foram alterados geneticamente. Oroko Sake então virou Shredder ou Destruidor. Destruidor então conheceu Krang, um bandido e mercenário da Dimensão X, ele havia sido sentenciado por seus crimes e separado de seus corpo, mas graças á construção de um novo corpo cibernético, voltou as suas atividades criminosas,dominou a dimensão X e agora estava de olho em nossa dimensão. Unindo forças com o Destruidor e com o Clan do Pé, construíram uma fortaleza de guerra chamada Tecnódromo.
O Tecnódromo além de ser uma fortaleza de guerra, também é um laboratório de experiências genéticas e desenvolvimento de outras armas. Baxter Stockman um cientista louco e banido da sociedade científica, foi recrutado pelo Clan do Pé, devido a sua habilidade em criar armas destrutivas.Rockstead e Beebop faziam parte de uma gang de arruaceiros, e seduzidos pela proposta do Destruidor concordaram em ser mutados á partir de um Rinoceronte (Rockstead) e um Javali (Beebop).
Raphael, Leonardo, Donatello e Michelangelo (nomes dados as tartarugas por Splinter) secretamente combatiam o crime organizado na cidade de Nova York. Durante uma das coberturas realizadas pelo Canal 6, acabaram conhecendo a repórter April O'Neil . A desteminda repórter e as Tartarugas Ninja, uniram forças e muitas vezes April, acabava servindo de informante.
Destruidor e Kraig descobriram que as tartarugas ninja estavam frustrando muitos de seus planos de dominação e controle, e que estas tartarugas eram alunas de Splinter. Também descobriram que April era aliada das tartarugas, então bolaram um plano de sequestrar Splinter e April, e atrair as tartarugas até o Tecnódromo, colocando um fim em suas ações.
Analisando o jogo:
NOSSA AVALIAÇÃO:
Os Personagens devem mover-se pelas fases e derrotando um grupo de inimigos para avançar para outra parte da fase e até a luta com o chefe da mesma. A pontuação ( praxe da Konami) não é por pontos, mas sim por número de inimigos derrotados.Os inimigos de fase não possuem medidores de energia, mas a cada três golpes aplicados pelo persongaem ele é derrotado, do mesmo modo que os chefes também não possuem medidores de energia, mas possuem um sinalizador de que a sua energia esta diminuindo. Varia do vermelho piscando até a cor vermelha fixa, onde finalmente ele é derrotado ( outro praxe dos jogos da Konami).
O nas versões Arcade e console possuem o direcional que movimenta o personagem em 8 direções ( cima, baixo, esquerda, direita e diagonais) e dois botões: uma para executar pulo e outro para o ataque com as armas. Existem duas combinações com estes botões.
A primeira pressionando pulo e em seguida o botão de ataque, é possível executar um ataque áereo. O Segundo quando pulo+ ataque são pressionados simultaneamente o personagem irá executar o ataque especial. Raphael rola pelo chão e finaliza com um chute, já as demais tartarugas, executam um golpe no meio do ar com as suas armas.
Som: Saindo da jogabilidade e analisando o som do jogo, o primeiro destaque fica para o tema de apresentação cantado do jogo, idêntico ao refrão do desenho animado. No decorrer das fases podemos notar que existem versões sintetizadas deste mesmo tema, embora repetitivo, os temas não são cansativos e animam o jogador no decorrer das fases, talvez o único tema fixo, fique por conta do tema usado para os mestres de fase.
Gráficos: O que mais chama a atenção neste jogo os belos gráficos. Mas além disso existe toda uma interação não só do jogador mas também dos inimigos com alguns elementos das fases. Os ninjas do clan do pé, quebram janelas, atiram dinamites, se escondem atrás de placas e surpriendem o personagem saindo de bueiros e atirando as tampas. As fases também apresentam alguns perigos e obstáculos, portanto podemos dizer que cada elemento do jogo é atuante e esta na mais perfeita sincronia com o jogo.
Outros elementos foram inseridos no jogo, principalmente coisas familiares com o desenho animado. O que mostra que o jogo foi feito para chamar a atenção dos fans. 80% das fases também foram trabalhadas para ilustrar a Nova York do final dos anos 80 e o baseado no desenho animado.
Ainda falando dos inimigos de fase, a repetição dos mesmos inimigos de fase (ninjas) á principio pode parecer algo cansativo. Mas olhando com mais cuidado, notamos que a Konami teve uma preocupação em dar personalidade a estes personagens. Cada um deles veste uma um capusz de cor diferente e carrega consigo um tipo de arma diferente, eles realizam movimentos acrobáticos e podem agarrar o personagem, a IA deles é um pouco limitada, mas a disposição e quantidade com que eles aparecem na tela,é o que torna estes e o jogo desafiador.
Os chefes de fase também ganharam um tom de personalidade, geralmente quando precede a luta, eles fazem algum tipo de comentário, seja por um balão escrito ou com sua voz sintetizada. Elementos de humor e animações caprichadas, fizeram deste jogo um dos melhores arcades Beat'em Up de sua época.
CONVERSÕES:
Incialmente portado para o NES (Famicom no Japão) e Atari ST em 1990, os jogos ganharam o título de:Teenage Mutant Ninja Turtles II: The Arcade Game por causa que o título Teenage Mutant Ninja Turtles já havia sido lançado para ambas plataformas e foi uma forma de citação ao jogo original do arcade. A versão do Famicom ganhou o título original: Teenage Mutant Ninja Turtles, pois o primeiro Ninja Turtles lançado no Japão teve seu nome alterado.
Acima e ao centro, Box Art da versão para Nes de Teenage Mutant Ninja Turtles II: The Arcade Game.
Comercial do jogo e versão para o Nes - Cortesia de nosso amigo Otacílio Cardoso e sua comunidade: Asilo das Propagandas de Games.
Mas voltando a versão Japonesa... Não é preciso dizer que isso iria afetar diretamente na numeração da continuação Teenage Mutant Ninja Turtles III: The Manhattan Project, que foi numerado como: Teenage Mutant Ninja Turtles 2 na Oriente. Embora largamente baseado no título de arcade, as duas versões domésticas presentearam os jogadores com duas novas fases e dois novos chefes ( talvez uma forma de tentar compensar as limitações de hardware das plataformas comparado ao arcade) o nome destes mestres eram: Tora e Shogun. Outra mudança nas versões domésticas, era que as fases também foram extendidas. Também,no final da fase "Garage Park", ao invés da luta com Bebop e Rocksteady,o jogador lutaria com a forma mutada de Baxter Stockman.
Acima e ao centro, podemos conferir uma das fases acrescentadas á versão Japonesa de Teenage Mutant Ninja Turtles. Reconhecemos como sendo esta a versão por causa do Título do jogo no canto inferior direito.
Os jogos também tiveram uma alteração voltada para o marketing, alguns letreiros de pizza foram mudados para Pizza Hut, já que no manual do jogo vinha um cupom de desconto da franquia.
Teenage Mutant Ninja Turtles 2 - The Arcade Game (NES)-Video:
Outras conversões foram portadas para: Commodore 64, PC, Amiga, Sinclair ZX Spectrum e Amstrad CPC. Mas na época dos consoles 8 bits, foi com a versão para o NES que o jogo atingiu sua maior popularidade entre os jogadores,tanto que foi seguida da continuação: Teenage Mutant Ninja Turtles III: The Manhattan Project em 1991 e Teenage Mutant Ninja Turtles IV: Turtles in Time para o: Super NES em 1992. O Mega Drive ( Sega Genesis) ganhou uma versão semelhante mas com o título de: Teenage Mutant Ninja Turtles: The Hyperstone Heist. Teenage Mutant Ninja Turtles: Tournament Fighters também foi lançada para o SNES assim como para o NES e Mega Drive (Genesis).
Em 2004, o jogo original fazia parte de um bônus aberto no jogo:Teenage Mutant Ninja Turtles 2: Battle Nexus, mas com musicas e arranjos diferentes assim como clipes de voz editados. E em 2007 uma versão pra o XBOX 360 Live Arcade (L.A.) foi lançada.
Teenage Mutant Ninja Turtles:Passo á Passo:E se o nosso review não foi o suficiente para você se animar a jogar este jogo novamente, então aqui vai um passo á passo em vídeo de todas as fases do Jogo:
Parte 1 de 4:
Parte 2 de 4:
Parte: 3 de 4:
Parte Final:
TEENAGE MUTANT NINJA TURTLES - THE ARCADE GAME.
Por: Game Master:
Em 1990, quando eu fiquei sabendo da existência deste Arcade eu fiquei doido de vontade de jogar. Mas a máquina ficava um pouco longe da minha casa, então eu ia á pé até o outro bairro para olhar, sim isso mesmo, olhar já que o pessoal disputava este Arcade á tapa. Eu achava bárbaro o tema cantado e as vozes dos chefes de fase, parecia que estava jogando algo muito superior á qualquer jogo existente, além disso adorava o desenho animado, não perdia um. Quando saiu Street Fighter II e o pessoal finalmente deixou a máquina encostada, ai sim, eu pude jogar, e como joguei. Me recordo que trocava um passe escolar por cinco fichas, que não eram o suficiente para chegar nem na metade do jogo.
Não sei ao certo se foi por persitência ou por questão de honra, mas um belo dia com apenas uma única ficha eu cheguei ao final deste jogo. Por incrível que pareça o pessoal deixou de lado os Hadoukens e parou para assistir aquilo, acho que era a primeira vez que alguém fechava aquele jogo ou ainda, acho que fiz tanto escândalo que não teve jeito, até quem passou na rua, entrou para ver.
A verdade é que, poucos jogos conseguiam o feito de causar esta vibração no jogador, e entre tantos jogos excelentes daquela época, Teenage Mutant Ninja Turtles consegui causar este efeito nas pessoas. Até mesmo a versão do Nes, que não era tão boa quanto á original, dava aquela sensação de ter um arcade em casa, quem assistir a propaganda do jogo do Nes, parece que o efeito da máquina sendo compactada em um cartucho era exatamente como a gente imaginava as conversões. Depois de todo aquele furor do Arcade e do videogame, o jogo e franquia ficou por muitos anos na geladeira.
Não consegui gostar das versões atuais do desenho animado e dos jogos, atualmente lançados para Xbox e PS2. O Jogo perdeu aquele carisma, colorido e muitos dos elementos mais engraçados do desenho animado foram cortados. E foi terminando estas versões atuais, que me serviram de inspiração para procurar este título antigo e fazer este review.
Não se trata de mostrar para as pessoas ou formar um opinião que os títulos do Arcade ou mesmo as versões mais antigas dos videogames são melhores que as atuais. Mas este jogo em particular nos mostra uma programação e enredo muito bem feito e caprichado. Os jogos não precisam em absoluto de gráficos gritantes e efeitos sonoros perfeitos, ele precisa ser divertido e desafiador, deixando gráficos e som apenas como complementos para que tudo funcione na mais perfeita harmonia. Muito disso foi perdido com o passar das gerações, e se os programadores começassem a rever muito do que foi feito com tão pouco, poderíamos repetir sucessos como este jogo foi em seu tempo.
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