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Vigilante - Arcade Review - Por: Old Game Master:

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sábado, 19 de junho de 2010

Vigilante Review:


O CLÁSSICO BEAT'EM UP DO FINAL DOS ANOS 80.

Introdução:

Em 1989 estava na expectativa de comprar meu Master System, justamente por causa que sabia que havia este título do Arcade para o console. Vigilante não veio na primeira leva de cartuchos no meu videogame, mas enquanto isso me divertia nos Arcades com o jogo.
Com um enredo clássico dos jogos Beat'em Ups e dos filmes de época como:Aventureiros do Bairro Proibido (Big Trouble in Little China) Bruce Lee, Jackie Chan e muitos outros que envolviam lutas marciais, temas orientais e algum bairro assolado por alguma gang ou facção crimonosa, era o suficiente para manter o pessoal durante horas nos Arcades. E acreditem este jogo me manteve muito ocupado.

Lançado pela: Irem no Japão e distribuído pela Data East: nos EUA em 1988, o jogo é considerado uma sequência espiritual de outro sucesso da empresa: Kung Fu Master (1984). Muitos que já o haviam jogado chegaram á pensar que era uma continuação deste outro clássico beat'em Up.

Vigilante pode não ter feito tanto sucesso em sua época como: Double Dragon (Technos) e ficou ultrapassado depois lançamento de Final Fight (Capcom). Mas ficou na meória de muitos jogadores e gerou grande expectativa nas suas versões portadas para consoles como o: Master System, Amiga,Amstrad CPC,Atari ST, Commodre 64,Game Gear,Turbografx-16 (PC Engine no Japão),ZX Spectrum e posteriormente para o: Virtual Console.

Neste review iremos relembrar os bons momentos de Vigilante em sua versão Arcade, analisando o jogo e trazendo algumas curiosidades. Direto das ruas de Nova York, com diversão e pancadaria do passado sempre presente, com vocês: Vigilante.

História do Jogo:
(*atenção: algumas das imagens abaixo são meramente ilustrativas, visto que o jogo não tem introdução)

Cidade de Nova York, 1988. Nos súburbios de uma das maiores metrópoles do mundo, o crime organizado tomou conta das ruas, aterrorizando seus moradores e comerciantes locais. A policia não consegue conter uma onda devastadora de crime e terror.Tudo parecia perdido, parecia...

No meio do caos urbano, surge um herói, que começa a fazer justiça com as próprias mãos e enfrentar sozinho os criminosos.Conhecido apenas como "O Vigilante" resolve colocar um fim ao reinado de terror de: Giant Devil e sua gang de Skinheads.

Em uma de suas ações pelas ruas Vigilante conhece Maria (Madonna) e ambos se apaixonam dando inicio á um bela história de amor. Mas a paz na guerra é apenas temporária, os Skinheads descobrem o romance de Vigilante e Maria e então arquitetam uma armadilha para destruir o destemido herói das ruas.

Giant Devil então ordena aos Skinheads que sequestrem Maria para servir de isca e trazer Vigilante para que ele mesmo o destrua com as suas mãos.
Maria foi sequestrada. Vigilante agora luta contra o tempo para salvar sua namorada de Giant Devil e varrer os Skinheads de Nova York. Não será uma tarefa fácil pois os homens de confiança de Giant Devil também foram chamados para acabar com Vigilante. Cabe agora á VOCÊ sob o controle de Vigilante percorrer as ruas de Nova York até o esconderijo de Giant Devil e acabar com seus planos de uma vez por todas.

Analisando o Jogo:

Gráficos:

Graficamente, Vigilante exibia belos gráficos em sua época nos Arcades, um dos cenários de jogo que mais chama á atenção é a ponte do Brooklyn com a vista de fundo da Cidade de Nova York, os demais cenários exibiam pequenos detalhes curiosos, nos quais falaremos mais adiante neste review. O Jogador pode notar o trabalho bem feito dos programadores em certos sprites e pixels no jogo. Os personagens exibam algumas expressões faciais quando atingidos, principalmente os chefes de fase.Embora cada personagem do jogo tenha uma característica própria e até etnia sabemos que a Irem utilizou-se de um truque na programação dos personagens, já que cada um deles era uma variação sutil de um mesmo desenho. Conforme podemos conferir na imagem abaixo:

Jogo dos sete erros? Não, é apenas uma representação gráfica de como o desenho de um personagem era utilizado para todos os demais, mudanças nas cores e tamanhos dos sprites proporcionavam a ilusão de serem personagens diferentes.

Talvez o unico vacilo na programação e nos gráficos, fique somente por conta de uma situação. Quem não se lembra do unico inimigo do jogo que se utiliza de uma arma de fogo? A demora do projetil no ar era talvez uma das coisas mais forçadas neste sentido. Mas nem tudo é perfeito.

A lentidão do projétil no ar e a cor azulada do tiro, definitivamente não caíram bem para este inimigo de fase.

Som, Jogabilidade e Dificuldade:

A parte sonora de Vigilante não recebeu muita atenção no jogo.Quem jogava o Arcade em um Fliper, com certeza não era capaz de ouvir as músicas de fundo, a desculpa na época poderia ser o barulho do ambiente, mas não era. Quem já jogou mesmo por um emulador, pode perceber que elas estão lá, mas são baixas quase inaudiveis, a menos que aumente muito o volume. O jogo também conta com alguns "resmungos" sintetizados por parte dos chefes de fase quando aparecem para lutar ou quando derrotados. Mas definitvamente não foi o ponto forte do jogo.

A jogabilidade ancestral de Kung Fu Master em Vigilante (com o uso dos punhos e chutes para a execução dos golpes), foi ampliada neste jogo. Outra novidade em Vigilante foi o uso de um Nunchaku como arma adicional. Abaixo na imagem, podemos conferir os vários movimentos do personagem no decorrer do jogo assim como algumas animações:

Vigilante possui uma série de golpes, mas nem sempre são eficientes, veja mais abaixo o por que.

Não poderíamos falar da Jogabilidade sem mencionarmos o quanto isso afeta diretamente a dificuldade do jogo. Os golpes são variados, mas a jogabilidade é um tanto trancada, ou seja, nem sempre os comandos respondem de imediato ou de maneira eficaz. Com o avanço das fases existe um acréscimo significativo de inimigos na tela e muitas vezes em uma velocidade em que uma resposta atrasada do controle acaba resultado na perda de uma grande quantidade de energia, principalmente em situações em que o personagem é agarrado.

Mesmo os jogadores veteranos concordam que este fator compromete muito a jogabilidade e acabam acrescentando um fator de dificuldade absurdo e muitas vezes frustrante. Isso talvez, possa ter sido uma estratégia adotada pela Irem na programação do jogo, visto que o mesmo é relativamente curto com apenas 5 fases e não muito longas.

Vigilante não é um jogo difícil, mas exige paciência do jogador veterano que decide experimentar o jogo depois de muitos anos. Para o jogador novato que decidir experimentar este jogo pela primeira em um arcade ou emulador do mesmo, nosso conselho é que compreenda as limitações de jogabilidade de sua época. Mas podem ter certeza que Vigilante irá lhes proporcionar uma experiência divertida de uma época em que o gênero Beat 'em Up estava começando a sofrer mudanças e transformações.

Madonna em Vigilante:

Na época em que Vigilante circulava pelos Arcades, muita gente dizia que a personagem salva pelo herói do jogo era a famosa cantora e pop star: Madonna. Claro, até por que aparecia o nome Madonna na introdução da primeira fase e seguintes.Mas então por que chamamos a mocinha de: Maria?

Vamos analisar a coisa desta forma, esqueçam a cantora. Vigilante se passa em Nova York e nesta cidade existe também uma grande concentração de imigrantes italianos. Madona ou Madonna é um nome próprio usado para chamar a VirgEm Maria, mãe de Jesus, portanto é um derivado de Maria.

A confusão começou quando a Data East resolveu levar o nome Madonna ao pé da letra neste Flyer de Arcade:
Notem que o Flyer de Arcade da Data East de 1988 exibe uma Madonna totalmente diferente da que existe no jogo e um estilo próximo ao que: Madonna ( a Pop Star) usou em seu filme: "Who's That Girl" ( Quem é esta garota?) de 1987.

Todas as versões para outros consoles mantiveram o nome: Madonna, com exceção da versão do Master System que temendo problemas com direitos autoriais, mudou o nome de Madonna para Maria, o nome da gangue Skinheads, também foi trocado para Rogues, já que o primeiro nome era uma forte citação á grupos Neo Nazistas e anti-semitas.




Acima a esquerda podemos conferir a versão modificada do Master System. Além de modificarem Maria e Skinheads, alguns outros diálogos foram modificados pois aparentemente eram muito agressivos para o público infanto juvenil.

O fato é que Madonna não fez parte deste jogo e nunca deu qualquer declaração ou mencionou nada a respeito. Madonna nunca foi muito fã de videogames na verdade principalmente quando lhe enviaram um console da Microsof como presente, mas isso já uma outra história.


Elementos estranhos em Vigilante:

Algumas situações e detalhes no jogo são bastante peculiares e estranhos, vamos mostrar alguns deles:

Sorvetes Bombados?
A propaganda da sorveteria da primeira fase é um tanto estranha. Mas segundo nossos especialistas em mensagens subliminares trata-se de uma piada pra lá de sacana.

Maria dona de uma rede de lojas?
Maria estaria sendo vítima também de um golpe do baú de Vigilante? Afinal ele poderia muito bem estar protegendo sua namorada e seu investimento.

Na hora do Aperto, corra para o Banheiro

Não é preciso ser tão inteligente para sacar que Pipi Room (Pipi House ou WC) trata-se de um banheiro. Vários bandidos saem deste local para atacar Vigilante, mas já imaginaram se um mais apressado tivesse protagonizado uma cena como esta?


Os Sapatos que reaparecem...

Maria é jogada dentro da Van descalça na introdução da primeira fase, obviamente na introdução da segunda fase deveria permanecer descalça. Mas eis que em um passe de mágica, voilá, eis que os sapatos reaparecem na imagem.


A Velha Propaganda:

A propaganda: The Last Fight Has Begun não esta lá á toda, trata-se de um jogo lançado pela Irem em 1986 chamado:Lode Runner IV - Teikoku Karano Dasshutsu mas de fato foi a ultima conversão de Lode Runner para Arcade feita pela empresa.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Kung Fu Master - Arcade Review - Por: Old Game Master:

RELEMBRANDO OS BONS TEMPOS DE UM DOS PERCURSORES DO BEAT'EM UP:

Em Dezembro de 1984 a Irem lançava no Japão o jogo: Spartan X que mais tarde nos EUA e restante do mundo ficaria conhecido como: Kung Fu Master.

Considerado um dos jogos génese do Beat'em Up nos Arcades,toda a fórmula empregada tanto na trama do jogo quanto na mecânica de jogabilidade, ditaram toda uma tendência do que veríamos mais tarde quando o gênero se consagrou através de outros títulos como: Double Dragon e Final Fight.

O jogo ganhou versões para consoles domésticos como: Atari 2600, Atari 7800,Amstrad CPC, Apple II, BeOs x86, Commodore 64, Dos , Java, Linux, NES/Famicom (com direito a continuação), Game Boy, MSX (Irem/Versão ASCII do jogo: Seiken Achō), Playchoice-10 (uma versão Arcade do Nes), Sega SG-1000, Sinclair ZX Spectrum e uma versão 3D para o Windows.Isso sem contar uma versão para o handheld: Gameking chamada Nagal.

Nos Arcades, muitos afirmam que o jogo: Vigilante é uma das sequência espirituais de Kung Fu Master não só pela mesma empresa que desenvolveu ambos mas tamanha a semelhança entre os dois jogos.Sem mais delongas, vamos conhecer a trama por detrás deste clássico.


A TRAMA POR DETRÁS DE: KUNG-FU MASTER:
Tradução: Old Game Master:



Na tela de Introdução do jogo( logo após o carregamento do Arcade) vemos um grupo cercando Thomas e Sílvia. Enquanto Thomas estava ocupado nocauteando alguns lutadores outros sorrateiramente sequestra a moça.

Thomas então recebe uma carta e descobre a identidade do sequestrador de sua namorada, o misterioso Mr.X habitante do: "Templo do Demónio", sede de uma organização criminosa.

Os "cinco filhos do demónio" são cada um dos chefes (incluindo o Mr.X) que Thomas enfrenta no final de cada andar deste templo.

Os "cinco filhos do demónio" são cada um dos chefes (incluindo o Mr.X) que Thomas enfrenta no final de cada andar deste templo.

A Inspiração do Jogo: Kung-Fu Master:

Muitos jogadores durante a época do lançamento de Kung Fu Master, associaram imediatamente o cenário de fundo do jogo ao que existe no filme: "Game of Death" (O Jogo da Morte) de 1978/79. Tal como no filme, Bruce Lee tinha que percorrer um templo com cinco andares e em cada um deles enfrentar cada um dos mestres até chegar ao oponente final. Portanto durante muito tempo,quem jogou apenas a versão ocidental, acreditava que o personagem protagonista de Kung Fu Master fosse de fato Bruce Lee

Palsangjeon (Salão das Oito Imagens) localizado no Templo de Beopjusa na Coreia. Único templo no mundo feito inteiramente de madeira e papel, segundo o filme, cada andar simbolizava uma disciplina marcial diferente.
Na verdade o nome do jogo e os personagens foram inspirados em um filme de outra lenda das artes marciais. O filme: "Spartan X" (Wheels on Meals) tendo Jackie Chan como protagonista e interpretando um personagem chamado Thomas. O clímax desta produção chinesa de 1984 (mesmo ano de lançamento do game para Arcade) fica quando Thomas deve resgatar uma ladra chinesa chamada Sílvia de uma organização criminosa.


Flyer do Arcade Spartan X com Jackie Chan como destaque além da produtora do jogo e também do filme

Diferenças Regionais:

As versões Americana e Inglesa (Europeia) de Kung Fu Master tiveram uma mudança no layout e nome do jogo, abreviaram o copyright apenas para a Irem e utilizaram uma linguagem um pouco mais despojada e comum para a época, conforme podemos ver nos destaques da imagem.

A versão Asiática (Japonesa e Chinesa) mantiveram o nome do Filme e produtora que inspirou os personagens do jogo, a única mudança na linguagem da abertura do jogo esta na palavra KanFu ao invés de Kung Fu.

KUNG FU MASTER / SPARTAN X - SEGUNDO A ANÁLISE DE: OLD GAME MASTER:  





GRÁFICOS:

Simples para os padrões atuais, mas, cheio de detalhes e coloridos para quem curtiu o Arcade durante a metade dos anos 80. Kung Fu Master transporta o jogador para um cenário típico dos filmes de Artes marciais. Os inimigos talvez pareçam repetitivos e previsíveis na sua ação na tela de jogo, mas olhem com mais cuidado, se Thomas é um mestre em artes marciais, os inimigos não estão ai apenas para apanhar, eles vão para cima no verdadeiro tudo ou nada.

SOM:

O Som não é muito variado no decorrer das fases (andares) o destaque fica pelos efeitos sonoros do personagem enquanto aplica os golpes ou quando recebe algum dos inimigos e sem esquecer a risada maléfica de Mr. X no intervalo de algumas fases.

JOGABILIDADE:

Como bom percussor do gênero Beat’em Up (Lit. Andar e Bater) a jogabilidade se resume em percorrer cada andar e ir derrotando os inimigos, além de um chefe de fase que guarda a escada para o próximo andar.

Embora o jogador disponha de uma variedade de golpes para derrotar os inimigos, Kung Fu Master sofria de um problema muito peculiar aos jogos de Arcade na época, a lentidão  que não acarretava uma resposta imediata de alguns comandos. Quando Thomas é cercado e agarrado por um grupo de inimigos não existe um golpe especial ou comando que reverta rapidamente esta situação. 


Essa sem dúvida é uma das partes mais frustrante da jogabilidade de Kung Fu Master, estar cercado por inimigos e não ter um movimento imediato de esquiva ou golpe especial.

Na situação acima o jogador perdia uma quantidade considerável de energia ( principalmente se um atirador de facas aparecesse). O jogo também não possui itens para repor a energia perdida durante a ação, talvez, isso fosse algo proposital para aumentar ainda mais o fato de dificuldade, além do fato das fases serem relativamente curtas e de ação constante.

Mas não deixem isso desanimarem vocês, Kung Fu Master, é um jogo desafiador e divertido. A oportunidade de conhecerem o percussor de jogos Beat’em Up vale á muito á pena. Após experimentarem este jogo, irão perceber o quando a  jogabilidade melhorou muito, mas que essencialmente vários dos futuros clássicos do gênero nos Arcades tiraram sua inspiração deste jogo.